25/08/2007

Noite de insonia

Busco o embalo do sono, mas ele não chega.
O pensamento se enlaça em seus afagos, abraços e beijos.
Voa sentindo seu perfume entorpecedor.
Afogando-se em seus olhos,
Na troca de olhares profundos,
Em beijos doces pensados,
Um aterrando-se no abismo do outro.

Excitação alucinante, luxurias de pensamento
Jogo em que o sono se perde por completo
E o tempo passa, trotador.
Suspiros evidenciam que nada fica
se não a expectativa
E é só o alvorecer do próximo dia,
A mais um furtivo encontro
à memória do último.

O hoje se faz e persiste,
A mente já consolida o unívoco que se pensa.
Mas a insonia trancafiou o sono
em um comodo sem portas,
onde mora a fantasia.
E a imaginação se precipita,
para um novo dia.

23/08/2007

Reguee com paralelismo entre mente e espírito

Vibrações Rasta! É esse o nome do grupo de reguee que vive em um tempo paralelo ao que emerge e suga a todo vapor. As melodias são trancedentais para esse grupo e o socesso e o amor são as leis maiores desse grupo. Falam de toda efêmeridade que passa e falam que seu desleixo é fruto de seu desapego material. Futilidades são lembranças que não caem no esquecimento para eles. O mundo parece girar e eles falam como se a consciência de todos estivesse aprisionada. É uma crítica a este tempo, em que alguns (pelo visto o grupo Vibrações Rasta e seus seguidores...rsss)partem para um agir consciente, mas aos outros suas ações são estranhas. O universo com eles está em sintonia. Desface de suas armas porque sabe que delas não necessita perante o todo.

Confira o som deste e outros grupos de reguee do sul

22/08/2007

A.P Invented: Amebas no espaço

A.P Invented: Amebas no espaço
http://desciclo.pedia.ws/wiki/Ameba

Amebas no espaço

O que são amebas? - pensei. Bem, o dicionário biológico me diz que são protozoários do filo Sarcomastigophora e do sub-filo sarcodina. Mas o que isso diz das amebas, não é uma definição, é uma generalização, uma categoria a qual elas pertencem. Parto então para uma definição mas rasteira, um entendimento "tosco" e engraçado da biologia, talvez por um golpe de sorte, são protozoários desprovidos de flagelos ("rabo", "calda" etc).
A ameba se assemelha a uma gelatina e sua forma é irregular e diversa, ou seja, apresenta variações entre as espécies. As amebas não são todas iguais, existem amebas de água doce, de solos húmidos, etc. Ah!!! Então a ameba é meio gelatina que se movimenta, não tem rabo e vive em ambientes diversos, hahaha.
O que será que a ameba come? - me pergunto.
A si mesma que não é, acho que ela não gosta de gelatina, rss. Elas fagocitam o alimento pra dentro delas, ou seja, elas envolvem sua membrana, no alimento até que ele entre nelas. São os chamados pseudopodos, é como se elas comesse pelos pés, ecá!!! Se nossa digestão fosse como a das amebas, comeríamos direto pela barriga e não perderiamos tempo mastigando, hahaha.
Amebas fazem sexo como enzimas? Uma enzima da outra?-levanto a sobrancelha e digo, touché, nesta questão.
Creio que Deus negou as amebas também o direito de fazer sexo. Além de serem gelatinosas, feias e comerem pelos pés, são assexuadas, rsss. Nenhuma espécie de ameba faz sexo, elas se reproduzem dividindo-se a si mesmas, por mitose; é o mesmo que Adão fez, só que em vez de só tirar uma costela, a divisão é metzo a metzo (meio a meio); corta-se o bolo na metade e é metade pra lá metade pra cá e aí de você se quiser tirar um pedaço do meu bolo, por isso mesmo que cada um fica com o seu prato; as amebas se dividem ao meio, separadas por uma membrana, o que impede que a coisa toda se misture.
E porque será que eu fiquei me perguntando sobre amebas, você deve estar pensando. Bom, elas são organismos tão simples que não me surpreenderia se encontrassem amebas no espaço. Dominem o espaço amebas!!! Cuidado homens, talvez elas dominem o espaço mais rápido que nós e aí corremos o risco de sermos parasitados por amebas! Tururururu. Tururururu. (Música do Arquivo X)

Atenção: A autora não se responsabiliza por efeitos colaterais gerados pela leitura desse texto. Se a ameba do seu cérebro começar a se mexer ou resolver ir pro espaço, não me responsabilize, ninguém te mandou ler esse texto. Bom, pelo menos eu não mandei, rsss. Pro espaço você também! hehehehe

17/08/2007

Formiguinhas 4

O momento de contemplação não dura muito. A formiguinha escorregava do cadaço do homem e estava prestes a cair na grama, quando o cadaço passou por cima do ténis do homem e a formiguinha consegui subir.
O serviço já estava terminado e a grama toda cortada. O homem soltou um suspiro de alívio e seguiu para casa, mas a formiguinha continuava em cima do ténis.
Ela sonhava com um mundo novo, cheio de aventuras; um mundo além do jardim. A formiguinha passou a enxergar só um chão branco como algodão que passava depressa a seus olhos, de cima do ténis.
Gotas de agua começaram a cair pelo chão. O homem, parado perto da pia, bebia agua.
A formiguinha resolveu explorar esse novo mundo e ir rumo ao desconhecido. Ela foi cheia de esperanças de encontrar maravilhas, por ela jamais vistas. Ela não tinha idéia do que viria acontecer. Estava prestes a conhecer este mundo novo, quando uma sombra se fez sob sua cabeça e um peso enorme recaiu sob ela. Esmagada, ela gemia e se contorcia no chão branco.
A vista dela piscava e falhava. A morte se aproximava e ela sentiu uma brisa gélida, como um presságio de sua passagem. E assim, ela atravessou os portais do além, para o desconhecido.

9 - A formiguinha, parte 3 em : http://gustavocaran.multiply.com/

14/08/2007

Formiguinha parte 2

Um zumbido indefinido a amedrontou. Junto ao talo da planta a formiguinha só fazia chorar. E estava ela solitária, tão pequena e sujeita a desastres. Gotas de terra voavam em sua direção e a formiguinha não sabia para onde correr. Um clarão a fez parar. A luz era o sol reluzindo no metal que zumbia. A grama voava na direção da formiguinha que corria desnorteada. Que belo dia de sol ! - disse o homem que cortava a grama. A formiguilha só ouvia retumbar a voz e não entendia nada do que se passava. Vagava sem saber para onde ia. O barulho da lâmina começou a se aproximar mais e mais. E foi quando...

7 Formiguinhas 1 Parte e continuação em: http://gustavocaran.multiply.com/

13/08/2007

A bela imperfeição

Na penumbra, a figura de um negro, recurvado, ombros baixos, olhar fixo no tempo como prostrado. É a simplicidade impressa com vestimenta de algodão Nele se nota, para além da fisionomia, das rugas na testa, do cabelo grisalho, da barba, as veias vivas que saltam de sua pele. Saltam aos olhos o verde vivo, denso, sufocante, por detrás da figura. Todo esse verde compõe a figura do negro, como regionalizado e integrado em seu ambiente. A paisagem do quadro vai configurando-se com o movimento das águas que correm por entre as pedras, subtilmente, não jorram, escoam por debaixo das pedras. As matas na conjugação leve entre verde e amarelo, entre as folhas e aos seus pés um escuro, negro ao fundo dando um ar de profundidade, estendendo a paisagem que ali se configura. Surge outra figura. As vestes pesadas, escuras, em sua viscosidade e traço quase nada deixa à mostra, sobram as mãos e um dos braços fino, rosa, erguido. A figura parece sofrer nos traços sombrios, escuros. Os dedos postos sobre a testa, a cabeça tombada, os olhos fechados, como recolhidos no vôo do pensamento. Remete muito levemente a imagem do pensador, para fugir dela, quebrar com ela. A barba, os cabelos grisalhos, dignas de um sábio, um filósofo, um reflexivo tradicional e sofrido. Faz-se presente na riqueza de detalhes, de suas representações e imperfeições. É um contemplativo, representa uma face de si mesmo.

6 Segue-se o caminho dos imperfeitos: http://gustavocaran.multiply.com/